MANIFESTO PELA DEMOCRACIA


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Nós, profissionais de comunicação de Mato Grosso, abaixo assinados, vimos a público manifestar repúdio às tentativas em curso de um golpe midiático, judicial e parlamentar. Entendemos que a defesa intransigente de um impeachment da presidente da República, sem profunda reflexão e cuidado, pode levar o Brasil à quebra da ordem constitucional. Não estamos em defesa de partido A ou B, e sim da democracia, das garantias constitucionais previstas em um Estado de Direito, bem como das liberdades de expressão e de imprensa.

Essas prerrogativas são caras para a nossa profissão. Não aceitaremos que o Brasil vivencie novamente o que ocorreu em 1º de abril de 1964, com a derrubada do então presidente da República, João Goulart, e o estabelecimento de 21 anos de uma ditadura militar que censurou, prendeu, torturou e assassinou quem se insurgia contra o regime de exceção, muitos deles nossos colegas.

Repudiamos as manobras do judiciário, em que magistrados acionam dispositivos ilegais, com foco no escândalo, que causam acirramento de ânimos da população, para gerar convulsão social. Repudiamos a linha editorial escusa e desonesta de grandes veículos que – tripudiando do importante papel de formação da opinião dos brasileiros, utilizando de concessões públicas irregularmente, usufruindo do problemático mito da imparcialidade no jornalismo e incitando o ódio e a violação dos direitos humanos – tem conduzido a indignação popular seletiva, na ânsia de derrotar o partido do governo.

Para completar o quadro, o Congresso Nacional vem conduzindo, a toque de caixa, o processo de impeachment contra a presidente da República, sem base legal, apesar de muitos parlamentares responderem, na condição de réus, por crimes de corrupção.

Enquanto comunicadores, não podemos aceitar em silêncio tal fato.

Defendemos, sim, a punição de responsáveis por corrupção em qualquer esfera, bem como a utilização da prerrogativa do impeachment – um dispositivo constitucional e legítimo, que protege o povo de ilegalidades de gestão. No entanto, não podemos nos silenciar diante do quadro atual em que, vale repetir, setores da Mídia, do Judiciário e do Parlamento conduzem suas ações, nos envolvendo em clima similar aos pré golpes de Estado ocorridos em outros países da América Latina, como Paraguai e Honduras.

Exigimos, portanto, a transparência na condução dos três poderes, a fim de que cumpram suas competências legais. Ainda que o profissional de comunicação não possa ser confundido com a empresa onde trabalha (embora algumas delas não permitam que manifestem sua posição pessoal em casos como esse), convidamos a exercer sua atividade com foco no papel social que desenvolve, considerando que a manipulação da informação no cenário atual tem contribuído para a perda da credibilidade de parte das empresas de comunicação e também para o desrespeito à profissão.

Propomos a valorização da informação jornalística, o amplo debate público sobre o papel do Judiciário e dos poderes constituídos, bem como dos meios de comunicação, das instituições e dos movimentos sociais na construção do futuro do país e de seu povo.

Para fortalecer a democracia brasileira, é preciso dar um basta às ações e movimentos autoritários de quem quer que seja. É preciso bradar! Que não aceitemos mais nenhum golpe.

Não vai ter golpe!

Viva a democracia!

Comunicadores de MT contra o golpe: fb.com/comunicadoresMTcontraogolpe

Ademar Adams

Adriana Nascimento

Ailton Segura

Airton Marques

Alessandra Barbosa

Alexandre Aprá

Alexandro Uguccioni Romão

Aliana Camargo

Aline Barbosa

Aline Bassanesi

Aline Chagas Portela

Aline Coelho

Aline Cubas

Aline Lepinsk Romio e Silva

Aline Wendpap Nunes de Siqueira

Alline Marques de Barros

Altair Anderli

Aluizio De Azevedo Junior

Ana Paula Ramos Carnahiba

Anderson Pinho

Andhressa Heloiza Sawaris Barboza

Ângela Coradini

Antonio Sebastião da Silva

Aparecido Marden Reis

Ariane Laura Dias Nonato Maciel

Arthur Santos da Silva

Bianca Poppi

Brás Rubson

Bruna Pinheiro

Carlos Augusto Lopes dos Santos

Cayron Henrique Fraga

Cecília Gonçalves

Celly Alves Silva

Cristovão Almeida

Dafne Henriques Spolti

Daniel Dino

Daniele Danchura

Debora Lopes

Denilson Augusto Paredes

D'Laila Borges

Edilson Castro Almeida

Ednice Segura

Edson Luiz Spenthof

Eduardo Medeiros

Elcha Britto

Enock Cavalcanti

Fábio Carvalho

Felippy Damian

Francisco Krauss Neto

Generino Oliveira Rocha

Gibran Luis Lachowski

Gilson Moraes da Costa

Hegla Oleiniczak

Heidy Liana Prado

Isa Ramos

Isabela Mercuri

Iuri Barbosa Gomes

Jacques Gosch

Jairo Sant'Ana

Janaina Pedroti

Jaqueline Siqueira

Jardel Arruda

Jefferson Belmonte

Jhonatã Gabriel

Joana D'arc Dantas

João Bosquo

João Negrão

Jomar S. Brittes

Jonathan Cesar

Juliana Arini

Juliana Curvo

Juliana Fernandez

Julianne Caju

Julio Bedin

Justina Fiori

Karina Arruda

Keka Werneck

Lairce Aleluia de Campos

Laís Dias Souza da Costa

Laura Petraglia

Lawrenberg Advincula da Silva

Lenissa Lenza

Lis Ramalho Barbosa

Lívia Vasconcelos

Luana Silveira

Luana Soutos

Luci Mary Dias Rosal

Luzia Arruda

Luzo Vinicius Pedroso Reis

Magda Victor de Matos

Marcela Brito

Marcella Magalhães

Marcia Andreola

Márcia Costa

Márcia Raquel

Márcia Rodrigues da Costa

Marcio Camilo

Marcio Fidelis de Souza

Marco Antônio Moura

Marco Cappelletti

Maria Aparecida Rodrigues Cireia

Maricelle Lima Vieira

Mário Hashimoto

Marli Barboza da Silva

Marluce Scaloppe

Martha Baptista

Maurílio Mederix Gomes

Miguel Rodrigues Netto

Miquéias Messias Pereira Santos

Mirella Duarte

Mylena Petrucelli

Naiara Leonor

Najla Passos

Najylla Nunes

Nara Assis

Neusa Baptista

Nicélio Acácio da Silva

Noelisa Andreola

Odilson de Figueiredo Zardo

Oséias Freitas

Pablo Rodrigo

Patrícia Kolling

Paula Dias

Paulo da Rocha

Paulo Victor Fanaia Teixeira

Pedro Henrique Brites

Pedro Ivo Prado

Priscila Mendes

Priscilla Silva

Rafael de Sousa

Rafael Rodrigues Lourenço Marques

Raíssa de Deus Genro

Raquel Ferreira

Regina Deliberai Trevisan

Rosana Alves de Oliveira

Roseli Riechelmann

Rosely Aparecida Romanelli

Safiya Beatriz Barbosa

Silvia Marques Calicchio

Silvio Carvalho

Simone Ishizuka Gomes

Stéfanie Medeiros

Suelen de Alencar e Silva

Tarley Carvalho

Tarso Nunes

Thiago Cury Luiz

Valdeque Matos

Vanderlei Lanzarin Frassetto

Volney Albano

Wagner Zanan

Wanderléia Pereira da Silva

Wellyngton Souza

Yuri Kopcak

Yuri Ramires Pardal

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Não deixem estar, Ocupa Cristo Rei


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Quando ligamos para a Prefeitura de Várzea Grande, hoje encabeçada por Lucimar Campos, a musica que toca, quando transferem a ligação, é uma clássica canção de 1969 dos Beatles, “Let It Be”; que repete em seu refrão: “deixe estar, deixe estar”. Já os jovens do bairro Cristo Rei não fazem coro a este refrão e prometem não deixar o “Ferreirão” no chão. O que era o abandonado Ginásio Poliesportivo Alibel Ferreira da Silva, transformou-se, para a população da região, no “Ocupa Cristo Rei Skate Parque”. Com vida nova e nas mãos de uma galera que promete mudar o sistema, o local goza de inúmeros eventos esportivos e culturais. Mas hoje, tornou-se centro de um conflito. É que a Prefeitura, com base no parecer do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de Mato Grosso (CREA-MT), que condena a estrutura, promete instalar ali uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O local deve ser demolido em poucos dias.

“O espaço se encontrava abandonado há quase uma década, hoje encontra em ótimo estado, com apenas alguns problemas, que estávamos solucionando. Mas, o local se encontra aberto e ativo, com diversas atividades, eventos culturais e aulas esportivas como nunca antes teve”, argumenta Tiago, um dos organizadores do movimento, que cita exemplos, “capoeira, boxe, skate, bicicleta, MMA, cinema, biblioteca, oficias, já fizemos varias arrecadações de alimentos nos campeonatos de skate, shows de rap e de rock”. Que destaca que os eventos são para público infanto-juvenil, com acompanhamento de adultos, pais e responsáveis, além de todas as aulas serem ministradas por profissionais.

Para ajudar na empreitada, denuncia Tiago, “nunca houve uma aproximação da prefeitura. Desejam manter o local abandonado, sucateado e exposto a especulação imobiliária. Local profícuo para velhas promessas de campanha, ainda mais agora que estamos em ano de eleições”, aponta, e lamenta. “Estão querendo nos jogar na rua de qualquer jeito”.

Os jovens que freqüentam o local avaliam: “A importância do movimento vem para suprir a falta de ações sociais do estado, nas comunidades. Vivemos um completo abandono, que resulta apenas em mais desigualdade, mais violências, prisões e mortes de jovens das periferias. Pois o único benefício que chega a nós, por vias legais, são as contas e as opressões das polícias militar, e civil. Então sem esperar por eles, exercemos a autogestão”.

Ataques:

O “Ocupa Cristo Rei Skate Parque”, destaca o movimento, já possui biblioteca própria, com centenas de livros obtidos por doações de populares simpáticos à idéia. Entretanto, no fim de dezembro, o local foi invadido e atacado, tiveram livros queimados e parte do teto arrancado.

Além disso, há três dias o local sofreu outro ataque, incluindo a destruição de outra parte do teto. O bebedouro, adquirido por esforço próprio e usado pelos jovens, desapareceu.

O CREA:

A vistoria técnica foi realizada no dia 19 de novembro de 2015, pela coordenadoria de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do CREA-MT, sob o relatório técnico nº 030/2015, e aponta que a estrutura não está adequada. Conforme trecho do documento, “…considerando que a estrutura está completamente comprometida, oferecendo riscos de possível desabamento. Sugerimos que o Ginásio seja demolido, e que seja construída outra edificação…”.

A Prefeitura:

Segundo o secretário de Viação, Obras e Urbanismo, Luiz Celso de Moraes, “todos os cuidados necessários e também de verificar o que pode ser aproveitado de material que faz parte do patrimônio público. Iniciamos um processo de retirada desses bens para então proceder com a demolição”.

O secretário de Governo, Juarez Toledo Pizza, disse que no local será edificada uma Unidade de Pronto-Atendimento, UPA-24 horas, que atenderá a demanda de saúde de todo o Cristo Rei. “O local é estratégico, de fácil acesso a todas as regiões que formam o grande Cristo Rei”.

O secretário promete que a comunidade local irá ter uma área de lazer, um novo ginásio poliesportivo com espaço adequado para a prática esportiva. “A partir do momento que o Ferreirão foi condenado, a prefeitura passou a buscar uma área para abrigar um novo complexo, que será moderno e que com certeza vai atender à população por muitos anos e de forma segura”, assegura Juarez.

Histórico:

O local tornou-se centro esportivo e cultural em 2013.

Enquanto prefeito, Walace Guimarães, destacou após acordo realizado com os jovens, em março de 2015, que “é de fundamental importância revitalizar o local, oferecendo mais uma opção de lazer e cultura para o município”. Os jovens destacaram: “Queremos que a sociedade saiba que nós não estamos aqui para destruir patrimônio público, estamos aqui unidos pela conservação e trabalhamos unidos para isso acontecer”, e destacaram que tiveram que fazer uma verdadeira operação de limpeza e o espaço foi restaurado para garantir condições de uso.

Opinião:

Por “melhores” que sejam as intenções. Os homens públicos de Várzea Grande precisam compreender que política não se faz com coisas… facilmente removíveis ou “demolíveis”. A política é feita de gente de carne e osso, que precisa ser ouvida e respeitada.

Pode ser que, de fato, o prédio estivesse condenado, há 1 ano ou 2, mas certamente o problema não é esse. O problema é a juventude pobre e negra, nas periferias do Brasil, que estão condenadas há mais de 500 anos.

E quanto aos jovens do Ocupa Cristo Rei, fica o trecho dos Beatles:

“Pois embora possam estar separados há Ainda uma chance” , mas ignorem o resto da música. Não “deixem estar”.

A lição que vocês deixam é perigosa. Quando o Estado é ineficiente, o poder popular se instaura: O risco é o da percepção. Vai que um dia, por exemplo, o povo se dá conta que não precisa, da Casa Grande, autorização?

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“Trágica.3: Teatro para quem entende o Teatro”


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Há quem não goste de teatro. Há quem sinta receio ou medo da intimidade que o momento força. Há quem simplesmente não o entenda. Não sei o que sentem, estes, quando vêem Trágica.3. O espetáculo é exatamente do tipo que impõe medo. Teatro bom é o que dá medo. Vamos ao ponto! O bom ator (e atriz) é aquele que dá a nítida sensação de estar falando com e para você. Confesso, desse modo, fitar Letícia Sabatella nos olhos não é fácil. Ontem conversei com Medeia , Electra e Antígona. A que mata, a que manda matar e a que se mata. Igualmente trágicas, igualmente angustiantes , igualmente temíveis (na vida e na representação). O texto é sublime  (embora complicado e algumas vezes prolíxo). Confesso que me interessei mais na atuação em si. Denise, Letícia, Miwa, Fernando e Marcello. Feitos um para o outro. Textos, Vozes, Sons, Cantos, Gritos (em) Silêncios, Cheiros, Luzes, Passos, Escuridão, Vozes Sobrepostas, Psicodelia Imposta, Agonia Inevitável! Ah! Trágica.3 é uma ode ao sentir! Êxtase metafísico como raramente se têm visto em um salão teatral.

Mas, é preciso estar aberto para se sentir… De alma fechada, Trágica.3 é massante. Aberta..faz a arte valer a pena. Há quem goste. Há quem não tema. Por último… há, pois os que temem! E por isso gostam! Em se tratando de Trágica.3…é meu caso.

Textos: ‪#‎HeinerMuller‬, ‪#‎CaiodeAndrade‬ e ‪#‎FranciscoCarlos‬.
Direção: ‪#‎GuilhermeLeme‬
Elenco: ‪#‎LetíciaSabatella‬, ‪#‎DeniseDelVecchio‬,‪#‎MiwaYanagizawa‬,‪#‎FernandoAlvesPinto‬ e ‪#‎MarcelloH‬.

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Crítica: Atrasos em 94% das obras no Brasil poderiam ser evitados, denuncia professor


Agora escuta essa…

Os desafios para melhoria na qualidade de obras públicas foi tema do “I Fórum Qualidade em Foco”, realizado este mês em Cuiabá. O encontro foi promovido pela Rede de Controle da Gestão Pública do Estado com apoio do Governo de Mato Grosso.

Foto: Thiago Bergamasco/Agência Phocus

Paulo Roberto Vilela  – Foto: Thiago Bergamasco/Agência Phocus

O presidente do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo Roberto Vilela, bateu duro! “Estamos satisfeitos com o estágio atual do andamento das obras públicas?”, pergunta ao público.

De acordo com o palestrante, dados nacionais dão conta que 94% das obras nacionais estão com cronograma físico atrasado, são mais de 3.500 obras paralisadas sendo, ao menos, R$ 35 bilhões desperdiçados.

Podemos nos perguntar qual seria a parcela de culpa mato-grossense nesses números?

O professor cutuca. “É preciso dar atenção ao planejamento, pois o grande número de obras atrasadas poderia ser reduzido evitando os erros na hora de planejar e elaborar os projetos”. E explica-se. “Os números mostram que há desconhecimento dos profissionais de órgãos públicos e privados em relação à área de Engenharia de Custos. Hoje o padrão adotado pelo governo está completamente fora da realidade, pois os sistemas referenciais são inadequados e não há regras de cálculo da estimativas falhas”.  Ai…

A população da Rua Dos Periquitos em Cáceres-MT, que há décadas não sabe o que significa rua asfaltada e cuja milagrosa solução teve fim triste devido à falta de planejamento que já paralisou a obra, deve concordar bem com a fala do professor.

Quem espera o VLT, então, nem se fala…

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Zaque nega grupo de extermínio em Várzea Grande, mas fala em “vingança privada”


Apesar dos últimos três assassinatos ocorridos na região, o Secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Mauro Zaque, garante que Várzea Grande apresenta bons índices de segurança.

Zaque durante leilão judicial da fazenda Asa Branca (20 de Outubro) - Foto: Paulo Victor Fanaia

Zaque durante leilão judicial da fazenda Asa Branca (20 de Outubro) – Foto: Paulo Victor Fanaia

A população do Bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, está assustada com a onda de violência. O caso mais recente, o assassinato de três jovens entre 19 e 24 anos na última semana, reacende a hipótese de um grupo de extermínio atuando na região. O Secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque, nega a suspeita, para ele “não existe indicativo nenhum de que haja grupo de extermínio”. Mas reconhece: “Não admitiremos este tipo vingança privada”.

Os crimes ocorrem no mesmo formato: quatro elementos encapuzados, portando armas pesadas e pistolas 90 mm, assassinando pessoas do mesmo perfil, jovens de periferia do Bairro Cristo Rei. O grupo chegou a ganhar repercussão como “Liga da Justiça”. Mauro Zaque nega essa hipótese, “hoje é prematuro afirmarmos coisas nesse sentido” e que somente as investigações da Polícia Civil irão apontar se, de fato, esses elementos configurariam “grupo de extermínio” e por quais motivos ele atuaria.

A Secretária de Segurança Pública garante que “muito está sendo feito e os índices (de violência) estão diminuindo”. Destacam ainda a chegada de 147 novos soldados do Corpo de Bombeiros, 450 investigadores e 150 escrivães na Polícia Civil e ressalta que a Polícia Militar conta hoje com 612 novos soldados. Dentre as aquisições do Estado, 200 viaturas e 200 motocicletas, que já deveriam ter chegado a Outubro, irão reforçar o combate.

Enquanto não surge nenhum “indício minimamente razoável” de haver assassinatos sistemáticos de jovens no Cristo Rei, como garante Zaque, a população segue com medo. A média de homicídios nos últimos dois anos para o mês de Agosto em Várzea Grande subiu 30% em relação a 2013. Segundo dados da Polícia Judiciária Civil, foram registrados 93 casos em 2013, 139 em 2014 e 103 neste ano.


(Matéria em voga em Outubro de 2015. Temporalidade desconsiderada. Postagem feita para fins de registro)

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O machismo é um dos causadores de suicídio entre mulheres no Brasil, aponta o jornalista da Globo News André Trigueiro.


Palestra com André TrigueiroEm palestra realizada em outubro deste ano, no auditório do Colégio Presidente Médici em Cuiabá, Mato Grosso, o jornalista da Globo News André Trigueiro aponta o machismo em nossa sociedade como causadores de suicídio entre mulheres.

O jornalista lança sua mais recente obra “Viver é a melhor opção: A prevenção do suicídio no Brasil e no mundo”, cuja arrecadação obtida nas vendas, durante o evento, se destinou ao CVV de Cuiabá.

Trigueiro ressalta que uma série de fatores determina o suicídio, nunca sendo um ato causado por um único motivo. Dentre as causas sociais a cultura machista, o patriarcalismo, além do recebimento de salários inferiores no mercado de trabalho e a cultura o estupro, problemas ainda presentes na sociedade brasileira, “criam um ambiente psico-social hostil às mulheres”. O que agravariam os motivos para o aumento nos quadros de depressão e suicídio entre elas.

Os últimos dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (Pro-Aim), da prefeitura de São Paulo, realizado para o portal G1, confirmam que o Suicídio já é a segunda maior causa de morte de mulheres entre 15 e 29 anos na capital paulista. Registrando no ano passado 40 casos, ficando atrás apenas do homicídio, com 59 casos registrados.

André Trigueiro aponta que a violência doméstica tem sido ainda uma das razões para esse aumento. “É grande o número de mulheres que dormem com o inimigo”, afirma. E aponta, “embora o número de suicídios seja maior entre homens, são as mulheres quem tentam mais”. Mesmo com a instituição da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e da Lei Maria da Penha, os números, infelizmente, não diminuíram.

Além disso, um fator que tem sido combatido entre as nos últimos anos é apontado como fator importante, a cultura do estupro. Principalmente após o resultado da pesquisa do IPEA que aponta que 63% dos brasileiros concordavam com a frase “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.  Estudo determinante para a criação da campanha “Eu não mereço ser estuprada”. Em Cuiabá, a campanha “Violência Contra Mulher, Vamos Meter a Colher”, lançada em Março de 2014, de autoria da Defensoria Pública em parceria com a Assembléia Legislativa, Delegacia da Mulher e Câmara de Cuiabá, também receberam destaque.

Para o jornalista André Trigueiro, é necessário que o Brasil reconheça que o suicídio é um problema de saúde pública e que é fundamental que sua prevenção passe pela quebra de tabus. O combate de toda cultura que propicie o agravamento do problema, dentre elas, o machismo, é um dos fatores que poderão tirar o Brasil hoje do sexto lugar no ranking de suicídios no mundo. Como aponta Trigueiro, “é preciso estar sempre atento”.

Delegacia Especializada de Defesa da Mulher fica na Rua Cel. Peixoto, 84 – Bairro Bandeirantes. Telefone: 3901-5326. Atende entre 13hr e 19hr.

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O Pega Pega dos Tipos que compõem o Atual Cenário nas Manifestações Brasileiras:


 

Direita Conservadora (seguidora do PSDB e PFL) políticos pegando onda na Praia das Manifestações, que nunca foi a Praia deles, tentando usar dos atos para queimar a Presidenta.

– Uma Esquerda Radical que sempre estiveram nas Lutas, mas que também espertamente levaram suas bandeiras para as manifestações, afinal, muitos deles são verdadeiros “manifestantes profissionais” e “ratos de agitação política”, loucos para conseguir novos seguidores de sua ideologia.

– A galera da linha “V de Vingança” que são a maioria dos manifestantes, de chapa (e máscara) Branca. Que ainda não estudaram suficientemente a história do Brasil, mas já sabem que “muita coisa deve mudar”. Não ingênuos, conhecem pouco os métodos de luta, tem pouca relação com a esquerda, são cheios de fetiches e manias (realmente acham que estão no filme “V de Vingança” e que vão estourar o congresso com musica clássica no fundo).

Manifestantes Revoltados, Punks e Anarquistas, que sempre estiveram presentes nas lutas e estão sempre doidos atrás de uma lata de lixo para quebrar. Não por ignorância mas por realmente crer que o radicalismo e o molotov são as melhores formas de aplicar o terror.

A Esquerda Popular, são os manifestantes sem bandeira, que são mais encontrados nas Universidades, estudam bastante Marx e participam de muitas reuniões, apoiam o atual Governo mas sabem que muita coisa devem mudar. Apoiam a participação da Esquerda Radical e tem certo problema com a Galera “V de Vingança”.

Os Manifestantes Alheios, que são basicamente, o vovô, a vovó, a titia, que leva seus filhinhos para forjarem os “caras pintadas”, ainda vivem no tempo do “Fora Collor”, são ingênuos, acreditam no poder popular, mas tem certa preguiça para a liderança, preferem ver a Juventude “V de Vingança” liderando, para tirar foto, orgulhosa do filhinho. E vêem as manifestações como uma grande celebração. Tem enorme pavor dos “Manifestantes Revoltados”.

A Linha Fascista, jovens do estilo “A Onda” que realmente querem a volta da Ditadura, não porque crêem efetivamente no poder administrativo e nas táticas políticas dos militares, mas porque acham mais bonito ver um militar no poder do que um presidente, têm certo fetiche pelos documentários sobre a Segunda Guerra Mundial e pelo Golpe de 64, odeiam a “Esquerda Popular” e acham a galera “V de Vingança” até simpáticos, mas muito “viadinhos”.

Os Partidários do Atual Governo, que independente de ideologia, tem medo que as atuais manifestações atinjam o Governo e atrapalhem Dilma nas Próximas Eleições, e portanto fazem de tudo para comprovar a tese de que há uma grande Conspiração da “Linha Fascista” por trás dos atos.

A Grande Imprensa, que acredita que Manifestação Legal é Manifestação Cheirosa. Tem grande pavor dos “Manifestantes Revoltados” e vem grande Potencial na juventude “V de Vingança” e principalmente investem nos “Manifestantes Alheios” pois estes são os que menos fedem e menos cheiram.

A Polícia Militar, sabem que se tratam apenas de jovens em sua maioria da Linha “V de Vingança”, mas preferem os ver como “Esquerda Popular” pois seus traseiros já tem mais intimidade com seus cassetete. Sabem que devem bater na verdade é nos “Manifestantes Revoltados” mas preferem a “Esquerda Popular” pois normalmente ela apanha e não reage.

 

CONCLUSÃO:

As manifestações começaram na Junção da “Esquerda Popular” com a Juventude “V de Vingança” e os “Manifestantes Alheios” numa parceria que até estava dando certo, como sempre os “Revoltados” e a “Polícia Militar” servindo de conflito para a “Grande Imprensa” cobri-los como um conflito causado por uma minoria que estragou a Linda Festa dos “Manifestantes Alheios”. O problema começou quando a “Linha Fascista” começou a usar a Juventude “V de Vingança” para atacar a “Esquerda Radical”, o que seria ótimo para a “Direita Conservadora”, vendo isso, os “Partidários do Atual Governo” começaram a tachar a juventude “V de Vingança” como sendo “A Linha Fascista”. Triste e decepcionada a “Esquerda Popular” desiste dos “V de Vingança” que agora não sabem se devem seguir a favor da “Esquerda Radical” ou Contra.

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