O machismo é um dos causadores de suicídio entre mulheres no Brasil, aponta o jornalista da Globo News André Trigueiro.


Palestra com André TrigueiroEm palestra realizada em outubro deste ano, no auditório do Colégio Presidente Médici em Cuiabá, Mato Grosso, o jornalista da Globo News André Trigueiro aponta o machismo em nossa sociedade como causadores de suicídio entre mulheres.

O jornalista lança sua mais recente obra “Viver é a melhor opção: A prevenção do suicídio no Brasil e no mundo”, cuja arrecadação obtida nas vendas, durante o evento, se destinou ao CVV de Cuiabá.

Trigueiro ressalta que uma série de fatores determina o suicídio, nunca sendo um ato causado por um único motivo. Dentre as causas sociais a cultura machista, o patriarcalismo, além do recebimento de salários inferiores no mercado de trabalho e a cultura o estupro, problemas ainda presentes na sociedade brasileira, “criam um ambiente psico-social hostil às mulheres”. O que agravariam os motivos para o aumento nos quadros de depressão e suicídio entre elas.

Os últimos dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (Pro-Aim), da prefeitura de São Paulo, realizado para o portal G1, confirmam que o Suicídio já é a segunda maior causa de morte de mulheres entre 15 e 29 anos na capital paulista. Registrando no ano passado 40 casos, ficando atrás apenas do homicídio, com 59 casos registrados.

André Trigueiro aponta que a violência doméstica tem sido ainda uma das razões para esse aumento. “É grande o número de mulheres que dormem com o inimigo”, afirma. E aponta, “embora o número de suicídios seja maior entre homens, são as mulheres quem tentam mais”. Mesmo com a instituição da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e da Lei Maria da Penha, os números, infelizmente, não diminuíram.

Além disso, um fator que tem sido combatido entre as nos últimos anos é apontado como fator importante, a cultura do estupro. Principalmente após o resultado da pesquisa do IPEA que aponta que 63% dos brasileiros concordavam com a frase “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.  Estudo determinante para a criação da campanha “Eu não mereço ser estuprada”. Em Cuiabá, a campanha “Violência Contra Mulher, Vamos Meter a Colher”, lançada em Março de 2014, de autoria da Defensoria Pública em parceria com a Assembléia Legislativa, Delegacia da Mulher e Câmara de Cuiabá, também receberam destaque.

Para o jornalista André Trigueiro, é necessário que o Brasil reconheça que o suicídio é um problema de saúde pública e que é fundamental que sua prevenção passe pela quebra de tabus. O combate de toda cultura que propicie o agravamento do problema, dentre elas, o machismo, é um dos fatores que poderão tirar o Brasil hoje do sexto lugar no ranking de suicídios no mundo. Como aponta Trigueiro, “é preciso estar sempre atento”.

Delegacia Especializada de Defesa da Mulher fica na Rua Cel. Peixoto, 84 – Bairro Bandeirantes. Telefone: 3901-5326. Atende entre 13hr e 19hr.

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"Sei o que faço, Amo o que faço e faço bem" Paulo Victor Fanaia é Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto-MG
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