Que Marcas você Consome na Páscoa?


Semana de Páscoa leva milhares de pessoas ao teto dos supermercados à procura dos esperados ovos de chocolate. Branco, Preto, Granulado, Puro ao leite. São diversos os tipos e cores. Mas e a marca? Você se preocupa com a marca do produto que consome nesta Páscoa?

“Você se preocupa com as marcas que você consome”?

– Não, se preocupar em que sentido?

Por exemplo, algumas marcas de Ovos de Chocolate financiam um genocídio… Fazia ideia?

– Sério? Não sabia não. Nunca me liguei com isso.

(Érika Cerqueira, estudante de Engenharia de Alimentos)

 

  “Penso apenas no preço dos produtos, que são muito caros, e acabo não comprando, mas não por questão de ideologia, mas por falta de dinheiro mesmo”.

(Estudante de jornalismo, Jéssica Clifton)

Segundo organizações pró-palestinas diversas marcas atuam em apoio econômico ao regime colonizador de Israel. Garoto e Nestlé, são algumas dessas marcas apontadas pela “Comissão Islâmica de Direitos Humanos”.

Mas porque apoiar à Palestina?

 

“Para compreender a causa palestina e sentir a crueldade do que está acontecendo lá, nem é preciso ler muita história, basta ver fotos, ler jornais”.

(Estudante de ensino médio, Joyce Corrêa Belém)

 

ImageDe fato, a estudante parece estar certa quando no Dia da Terra, último Sábado, 30 de Março, durante a celebração perto de Hebron, soldados Israelenses pegam um menino palestino pelo pescoço. Além disso, confirma a agência “Team Palestina & Free Gaza”, disparos israelenses mataram um homem de 20 anos e feriu outros 51.

Ver local no Google Maps: http://goo.gl/maps/qhS1p

 Mas e a Solução?

Hans Baumânn, 84 anos, judeu, viveu em Israel por dois anos e hoje é membro do “Comitê Gaúcho de Solidariedade ao Povo Palestino” é categórico. “Enquanto houver o imperialismo americano, não haverá paz no Oriente Médio”. A bem da verdade, Hans nos faz lembrar que nem todo israelense é sionista e nem todo sionista é israelense e que antes mesmo de haver Israel, isto é, antes de 1948, haviam muito israelenses vivendo em paz na Palestina. “Os EUA apenas entram com armas, tecnologias e sempre em defesa de Israel”, afirma. “Os palestinos do Hamas, (grupo fundamentalista muçulmano em defesa de Gaza), são desarmados, não tem tecnologia, não tem indústria e são boicotados […] enquanto que Israel possui bomba atômica e ninguém fala disso”.

O diplomata palestino no Brasil, Ibrahim Alzeben aponta. “Cada da mais temos recebido apoio, não falo de quantidade, mas de qualidade”. Ibrahim é esperançoso na causa palestina, e segundo ele, os jovens brasileiros e latino-americanos, no geral, tem sido cada vez mais ativos na causa e, como Palestino de nascença, garante que maior que Israel, “Nosso maior inimigo tem a sido a ignorância”.

Para lutar contra a ignorância e a supremacia economia israelense em relação à miséria palestina que surge, nesta última década, um movimento alternativo pacífico para a defesa da Palestina, o BDS. Mas afinal de contas, o que é BDS?

Segundo sua plataforma digital, o BDS se diz ser um movimento global de boicote, desinvestimento e sanções a Israel, daí se dá a sigla, e “uma plataforma informal de ativistas, grupos sociais e organizações que, a nível mundial, coordenam os seus esforços, em resposta ao Apelo lançado pela sociedade civil palestina, para pressionar Israel a cumprir com o Direito Internacional e a Declaração Universal dos Direitos do Homem”.

“Existe um Lobby contra os Palestinos, que eu não conheço nada mais poderoso”, afirma o cartunista e ativista pela Palestina, Carlos Latuff, “que inclusive está no nível acadêmico, no nível da ideia”. “Matar um palestino não é suficiente, você tem que matar a sua história”. Apesar de que Latuff crê ser muito complicado nos dia de hoje conseguir isso, por causa da internet, tornamos-nos todos produtores de conteúdo, o que nos faz ter informações sobre a Palestina a partir dos próprios palestinos.

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Dossiê: Quanto Vale Mariana? – Parte 2


Custos para a cidade:

Segundo Nilson Ros Charles, gerente do SESI/FIEMG de Mariana, o único projeto cultural da instituição que a Vale investe é a “Orquestra de Mariana”. Que possui um quadro de gastos anual de R$ 200 mil. A Vale entra como patrocinadora com apenas R$ 1.420 mensais, exatamente um salário de um de seus trabalhadores, o que representa R$ 15 mil anual, ou 0,00015% dos lucros que Mariana lhe dá.

Mariana-MG apresenta índices altos de intoxicação, tendo atualmente apenas um hospital de grande porte, o Monsenhor Horta, e uma população flutuante, entre estudantes e trabalhadores, estimados em 15 mil.

Dos casos de doença mais recorrentes em Mariana, 60% delas são devido à falta de tratamento de água. Valério Vieira afirma, que “bancar o tratamento de água da cidade não elevaria nem em 0,5% dos custos da Vale”. A população de Mariana hoje sofre com o excesso de demanda em seu hospital, que se sobrecarrega para tentar dar conta de uma população total de 80 mil habitantes. O resultado são filas por horas na espera de um atendimento.

 Se pegarmos o ano de 2007, o ano mais produtivo pra Vale, onde o lucro total líquido foi de R$ 40 bilhões, bastaria 0,003% desse valor para se construir outro hospital do mesmo porte.

Presidente da Câmara de Mariana, Fernando Sampaio e gerente geral da Vale, Rodrigo Melo. Para comunicar, oficialmente o processo licitatório para a exploração da Mina Del Rey, 2011

Segundo o diretor do sindicato, a Vale mantém uma relação “promíscua” com os governantes da cidade, visto que eles priorizam o beneficio da Companhia Vale, em detrimento da população, como forma de recompensa aos investimentos milionários recebidos durante as campanhas eleitorais. “A Vale compra esses representantes”, lamenta Valério, como o caso do projeto da Mina Del Rey, que já foi aprovado pela Câmara, (que analisaremos mais a frente).

Estima-se que a distância mínima para que uma cidade possa conviver com tranquilidade com uma mina em exploração é de 10 km. Ainda assim, cidades que preservam essa distância são extremamente poluídas e tem seus afluentes contaminados. A distância entre Mariana e Mina Del Rey é de 1,5 km.

 

Cidades vítimas da Vale:

Há 566 km de São Luis-MA, no sul do estado do Maranhão, encontra-se o município de Açailandia-MA, onde nela se encontra o Bairro Pequiá do Norte, que vive um drama desde 1996, quando se instalaram há poucos metros do bairro cerca de 70 fornos de queima de Eucalipto que abastecem cinco empresas siderúrgicas de produção de ferro gusa, as quais a Vale é a única parceira.

              Açailandia-MA no Google Maps: http://migre.me/bRDDd

São, no total, 350 famílias que vivem nas áreas onde o ar e o rio estão contaminados por ferro em pó. Pesquisas feitas pela Universidade Federal do Maranhão e pelo Núcleo de Estudos em Medicina Tropical da Pré-Amazônia, revelam que 41,1% da população queixam-se de doenças nos pulmões e na pele.

“Aqui em casa temos sinusite, problema de garganta, dor de cabeça e problema de vista. O médico diz que a gente (está) com o pulmão todo preto. A vizinha já bateu chapa e o médico disse para sairmos daqui o mais rápido possível (…) meu marido morreu tem quatro meses. Dois meses antes o médico examinou e disse que não tinha mais jeito, que o pulmão dele tava muito cheio (de pó de ferro)”, revela a moradora do bairro em entrevista à FIDH (Movimento Mundial pelos Direitos Humanos), em 2012.

Outro caso recente foi de um menino que pisou em uma montanha de pó de ferro, que fazia barreira de acesso a uma das siderúrgicas. Ele teve suas pernas queimadas e morreu por contaminação irreversível, pouco tempo depois.

Moradores de Pequiá de Baixo: http://www.youtube.com/watch?v=RAiwjAfAkNk

Além de pneumonia, coceiras na pele, cansaço, gripe, asma e intoxicação alimentar, tem havido um aumento grave no número de abortos espontâneos, como uma das moradoras do bairro, que já passou por duas perdas de gravidez. “Segundo os médicos, nós só poderemos ter um filho quando sairmos da região, o que é impossível, pois meu marido trabalha em uma das usinas”.

O problema é que não se tratam de “assentamentos” que foram criados nas costas da mineradora. E sim, de uma mineradora que surgiu em meio a um bairro da cidade, como afirma Danilo Chammas, advogado dos moradores de Piquiá de Baixo, “o lugar já existia quando foi instalado o polo siderúrgico na região, há 25 anos”, que afirma ainda que “a convivência se tornou inviável, já que a população respira todos os dias pó de ferro misturado com carvão”.

Outro caso que salta os olhos é o país africano de Moçambique, onde, segundo o documentário sobre a história da Vale, produzida pela própria, eles tiveram que “pedir permissão aos espíritos”.

               História da Vale, institucional : http://www.youtube.com/watch?v=smna8tI_PNE

Na realidade, dados revelam uma entrada um pouco mais agressiva no país. Como afirma um morador reassentado da região. “Estamos a sofrer. A Vale veio a agravar a nossa pobreza. Vendíamos lenha, carvão e produtos alimentares. Aqui no reassentamento, hoje nós estamos sós, os desempregados e pobres, sem acesso ao mercado e sem fontes de renda”.

Essa é a realidade de cerca de 760 famílias, que foram realocadas pela Vale para uma região há 45 km de sua comunidade de origem e que hoje vivem em casas “tipo caixotes”, de 3×3 metros, sem porta e com um teto vazado, em uma área deserta. Não bastante, as casas já apresentam rachaduras e infiltrações de água, denuncia o Centro Moçambicano de Integridade Pública.

A Mina Del Rey e a saída da Vale S.A de Minas Gerais , serão o tema da continuação desta matéria.

A Vale, via Fabiana de Castro Rocha, do Departamento de Comunicação Institucional – Gerência de Comunicação Regional-MG, foi solicitada a prestar informações e há três semanas não se posiciona a respeito das questões abordadas.

O Dossiê continua …

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Dossiê: Quanto Vale Mariana? – Parte 1


por Paulo Victor  Fanaia Teixeira

Muito além do verde e amarelo:

A empresa Vale S.A, reconhecida esse ano, pela “Public Eye Awards”, na Suíça, como a pior empresa do mundo, está presente de norte a sul do Brasil e em outros 37 países, levando uma mensagem de progresso aliado à responsabilidade social e ambiental. Por ser “preocupada com o desenvolvimento das comunidades com as quais se relaciona”, e por ser “a maior mineradora diversificada das Américas […] dispensa apresentações”, afirma José Manuel de Aguiar Martins, Diretor-geral do SENAI em 2005. A empresa se norteia por valores como “ética, transparência, comprometimento, coresponsabilidade, accountability (capacidade de prestar contas e de assumir a responsabilidade sobre seus atos e uso de recursos) e respeito à diversidade”, afirma em seu portal. A Vale está presente em Mariana-MG e Ouro Preto-MG em diversos investimentos e parcerias como o “Trem da Vale”, o “Vale dos Contos”, além de projetos de “arte, treinamento, informação e formação” promovendo “integração sociocultural”, afirma o livro “Elo entre Cultura e Negócios”, do SESI FIEMG, de 2012. Mas como pode uma empresa que tão presente e com tal nível de excelência ser considera a pior do mundo? O que está por trás da maior empresa privada do país?

A Vale emprega hoje, somente no Brasil, 42 mil pessoas. E caso você não seja um diretor executivo, que recebe anualmente a quantia de R$ 3 milhões, terá salários que variam em torno de R$ 1.400, sendo necessários, portanto, 800 anos para que tais valores se equiparem.  Há mais de 15 anos a Vale vem mantendo esse custo médio de funcionários, que não ultrapassa os 4% do faturamento da empresa. Isso significa que em apenas 4 horas de serviço, no inicio do mês, o trabalhador da Vale já paga seu salário, seus encargos sociais e seu PLR. Às demais quatro horas e 21 dias, é para mais valia.

O reconhecimento da Vale como  “ pior empresa do mundo ”:
http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/vale-leva-titulo-de-pior-empresa-do-mundo
O que é PLR: http://www.sindmetalgo.com.br/s/ultimas/saiba-o-que-e-plr-ou-ppr
O que é Mais Valia: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/maisvalia.htm
Dados sobre Valério Vieira: http://achecandidatos.com.br/mg/mariana/valerio-vieira.html

“A relação com os trabalhadores é extremamente autoritária e agressiva, dirigida sobre forte pressão. Tanto é que temos trabalhadores doentes fisicamente e psiquicamente“, afirma Valério Vieira dos Santos, trabalhador da Vale há 29 anos, diretor e presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes, sindicato das empresas que prestam serviço à Vale, além da própria. “Temos índices que assustaria qualquer especialista na área”, conclui.

Membro do Conselho Internacional de Mineração (ICMM), a Vale afirma em seu “Relatório de Sustentabilidade 2011” que “as comissões de saúde e segurança participam ativamente do dia a dia da Vale, com os objetivos de contribuir para a prevenção de acidentes e doenças”, seguindo as diretrizes da ICMM, na busca da “melhoria contínua da nossa saúde e o desempenho em segurança”. No entanto, a verdade é que a Vale não garante nenhum plano de saúde próprio, ao contrário do que ela afirma. Segundo Valério “é mentira! O plano dela é meio a meio, metade nós (do sindicato) que pagamos a outra metade, a empresa”. Outros contestam o próprio discurso de preocupação da corporação Vale. “Outro companheiro morreu na mina por causa da queda de uma pedra. Estou muito triste pela família deste homem, que eu conhecia. Estou muito indignado sabendo que isso é em nome do lucro, por não colocarem a segurança em primeiro lugar”, afirma um minerador da Vale no Canadá para o “Relatório de Insustentabilidade 2012”, promovido peça articulação internacional dos atingidos pela Vale.

A Sociedade do Espetáculo:

Carro chefe do marketing da empresa, a “Fundação Vale” hoje investe na cidade de Mariana-MG de diversas maneiras, seja por meio de convênios com o SESI/FIEMG atraindo peças de teatro e shows, sejam por investimentos patrimoniais como videoescolas, bibliotecas e o “Trem da Vale”. No entanto, os números confirmam que por trás das cortinas o investimento é mínimo, se comparado à arrecadação que a cidade oferece.

Mariana oferece 25% dos lucros totais da Vale. Isso em um ano comum representa R$ 9,6 bilhões anuais. No entanto, segundo Nilson Ros Charles, gerente do SESI/FIEMG Mariana-MG, o único projeto cultural da cidade que a Vale investe é a Orquestra de Mariana. Que possui um quadro de gastos anual de R$ 200 mil. A Vale entra como patrocinadora com apenas R$ 1.420 mensais, exatamente um salário de um de seus trabalhadores, o que representa R$ 15 mil anual, ou 0,00015% dos lucros que Mariana lhe dá.

“A Fundação da Vale investe menos de 1% dos rendimentos da empresa em questões sociais e ambientais na cidade onde atua”, rebate Valério, ironizando que “só nas propagandas (institucionais) da Vale, ela gasta mais do que nos investimentos que ela (efetivamente) anuncia”.

“Projetos sociais nas cidades onde a Vale atua visa o consentimento do povo, cooptação da sociedade, como maneira de atender os seus interesses imediatos no cumprimento da Licença de Operação Corretiva (LOC)”, aponta o relatório “A terceira Itabira”, da PUC-SP. Licença de Operação Corretiva nada mais é que processos direcionados para empreendimentos em operação que ainda não precederam ao licenciamento ambiental, em outras palavras, mesmo não tendo aval para tocar o projeto, a empresa atua sob licença pelo fato de demonstrar interesse na cidade a partir de ações de cunho sócio-educativo, na verdade, ações “paliativas e artificiosas”, cujo objetivo é cooptar as lideranças comunitárias e a prefeitura”, assim analisa o relatório.

Relatório na integra: http://www.pucsp.br/artecidade/mg_es/pesquisa/itabira_dissertacao.pdf

Constatando os lucros que a Vale arrecada, eles se apresentam em contradição com a pobreza das cidades em que ela se localiza, e em alguns casos, com o porte do evento que ela patrocina. Como é o caso da cidade de Brumadinho-MG, no Vale do Paraopeba a 60 km de Belo Horizonte-MG, que dá sede ao museu do “Instituto Cultural Inhotim”, entidade sem fins lucrativos que tem como patrocinadora a Vale S.A. 

Brumadinho é de IDH baixíssimo e a pobreza salta aos olhos de quem percorre o caminho para Inhotim. Considerado o “paraíso das artes” pelo Blog “Obvious, um olhar mais demorado”, “Inhotim é uma experiência incrível e um marco para os espaços artísticos do mundo todo. Conhecê-lo é uma oportunidade para mergulhar em um espaço de pura arte e natureza”. No entanto, se o olhar fosse tão demorado quanto o olhar do Novo Jornal, esse paraíso perderia seu encanto.

Em seu artigo intitulado, “Inhotim: A Grande Lavanderia Mineira”, o jornal denuncia uma

O idealizador do Inhotim, presidente do Conselho de Administração e magnata da mineiração, Bernardo Paz, e o presidente da Fundação Vale, Ricardo Piquet,

suposta relação entre o Instituto e o “Mensalão Mineiro”, onde o museu teria como função a lavagem de dinheiro. “Os valores operados anualmente neste esquema ultrapassam R$ 150 milhões. Para dar “saída” ao dinheiro recebido, Inhotim passou a adquirir enormes áreas no município de Brumadinho”, afirma.  No trecho seguinte contata que é “evidente que as operações […] de superfaturamento de promoções e simulação de patrocínio continuaram a acontecer. Hoje, no cartório de Imóveis de Brumadinho, comprovadamente, Inhotim é a maior proprietária do município. Se avaliado a preço de mercado dos imóveis adquiridos, não chega a 0,5% do valor declarado”, e o restante seria lavado, em um esquema, afirma o jornal, que envolve tanto políticos quanto empresários e publicitários que mantém relações com o Instituto.

Sobre Inhotim: http://obviousmag.org/archives/2011/09/inhotim_o_paraiso_das_artes.html
Matéria da Denúncia: http://www.novojornal.com/politica/noticia/inhotim-a-grande-lavanderia-mineira-09-07-2009.html

A Vale, via Fabiana de Castro Rocha, do Departamento de Comunicação Institucional – Gerência de Comunicação Regional-MG, foi solicitada a prestar informações e há três semanas não se posiciona a respeito das questões abordadas. 

O Dossiê Continua …

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Náusea


O ENEM e sua Cobertura Jornalistica me fazem imaginar uma cena de sequestro , onde do lado de fora ficamos olhando o Holocausto Meritocrático de nossa sociedade. E ficamos esperando para ver os primeiros “vencedores” do sistema. Enquanto passamos a tarde rindo dos casos estranhos. E ao final , um ou dois de nossos conhecidos que queremos que “passem”. Como um boi que passa pela máquia de processamento de carne. 

O Domingo em que acompanhamos pelo jornais as imensas filas que se formam nas escolas do país. Como cabeças de gado para o abate. O sistema do capital meritocrático. Disputando a socos o que deveria ser, por direito, de todos.

Transformando em festa a vaga dos que não foram, as tristesas de um ano de esperança derrotados em poucas horas. E as grandes escolas do capital, investindo em seus estudantes como fichas de um cassino, o comercio do ensino. Para além do capital, eles gritam no quadro. Mas não diga nada que estranhe a banca do ENEM. 
Seja ameno … bois que não rugem na hora do abate passam com mais facilidade pela máquina.

Paulo Victor Fanaia

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Convocatória para o Fórum Social Mundial Palestina Livre, de 29 de novembro a 1º de dezembro de 2012, Porto Alegre (Brasil) – Português, Inglês e Espanhol


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 A Palestina ocupada pulsa em cada coração livre neste mundo e sua causa continua a inspirar solidariedade universal. O Fórum Social Mundial Palestina Livre é uma expressão do instinto humano de se unir por justiça e liberdade, e é um eco da oposição do Fórum Social Mundial à hegemonia do neoliberalismo, do colonialismo e do racismo através das lutas por alternativas econômicas, políticas e sociais para promover a justiça, a igualdade e a soberania dos povos. O FSM Palestina Livre será um encontro global de ampla base popular e de mobilizações da sociedade civil de todo o mundo. Ele visa:
Exatamente após 65 anos de o Brasil ter presidido a seção da Assembléia Geral da ONU que definiu a partilha da Palestina, o Brasil vai abrigar um tipo diferente de fórum global: uma oportunidade histórica de os povos de todo o mundo se levantarem onde seus governos falharam. Os povos do mundo se reunirão para discutir novas visões e ações efetivas para contribuir com a justiça e a paz na região. A participação nesse Fórum deve reforçar estruturalmente a solidariedade com a Palestina; promover ações para implementar os direitos legítimos dos palestinos e tornar Israel e seus aliados imputáveis pela lei internacional. Conclamamos todas as organizações, movimentos, redes e sindicatos em todo o mundo a se unirem ao FSM Palestina Livre, de 289 de novembro a 1º de dezembro, em Porto Alegre, Brasil. Juntos podemos levar a solidariedade à Palestina a um novo patamar. Comitê Organizador do Fórum Social Mundial Palestina Livre.
Convocatoria para el Foro Social Mundial Palestina Libre, desde noviembre 29 a diciembre 1, 2012, Porto Alegre (Brasil)
ImageLa Palestina ocupada late en cada corazón libre en este mundo y su causa sigue inspirando la solidaridad universal. El Foro Social Mundial Palestina libre es una expresión del instinto humano para unirse por la justicia y la libertad, y es un eco de la oposición del Foro Social Mundial a la hegemonía del neo-colonialismo y el racismo a través de las luchas por la alternativa económica, política y social para promover la justicia, la igualdad y la soberanía de los pueblos. El FSM Palestina Libre será un encuentro mundial de amplia base popular y movilizaciones de la sociedad civil de todo el mundo. Sus objetivos son:

Mostrar la fuerza de la solidaridad con el pueblo palestino y pidió que las iniciativas de diversidad y acciones para promover la justicia y la paz en la región.
Crear acciones efectivas para garantizar la autodeterminación palestina, la creación de un Estado palestino con Jerusalén como su capital, y el cumplimiento de los derechos humanos y el derecho internacional a través de:
Terminar con la ocupación israelí y la colonización de todas las tierras árabes y derribar el muro;
Asegúrese de que los derechos fundamentales de los ciudadanos árabe-palestinos de Israel a una igualdad plena y
Implementar, proteger y promover los derechos de los refugiados palestinos a regresar a sus hogares y propiedades como se estipula en la Resolución 194.
Ser un espacio de debate, intercambio de ideas, estrategias y planes para desarrollar la estructura de la solidaridad.
Exactamente después de 65 años, Brasil ha presidido la sección de la Asamblea General de la ONU que define la partición de Palestina, Brasil será la sede de un tipo diferente de foro mundial: una oportunidad histórica para los pueblos del mundo se levantan cuando sus gobiernos no han . Los pueblos del mundo se reunirán para discutir nuevas visiones y acciones efectivas para contribuir a la justicia y la paz en la región. La participación en este foro es estructuralmente reforzar la solidaridad con Palestina, promover acciones para implementar los derechos legítimos de los palestinos e Israel y sus aliados hacen imputable en virtud del derecho internacional. Instamos a todas las organizaciones, movimientos, redes y sindicatos de todo el mundo a unirse a la FSM Palestina Libre, 289 de noviembre al 1 de diciembre, en Porto Alegre, Brasil. Juntos podemos llevar la solidaridad a Palestina a un nuevo nivel. Comité Organizador del Foro Social Mundial Palestina Libre.

Call for the World Social Forum Free Palestine, from November 29 to December 1, 2012, Porto Alegre (Brazil)

ImageThe occupied Palestine beats in every heart free in this world and her cause continues to inspire solidarity universal. The World Social Forum Free Palestine is an expression of the human instinct to unite for justice and freedom, and is an echo of the World Social Forum’s opposition to the hegemony of neo-colonialism and racism through struggles for alternative economic, political and social to promote justice, equality and the sovereignty of peoples. The WSF Free Palestine will be a meeting global broad-based popular and civil society mobilizations around the world. It aims to:
Show the strength of solidarity with the Palestinian people and called for diversity initiatives and actions to promote justice and peace in the region.
Create effective actions to ensure Palestinian self-determination, the creation of a Palestinian state with Jerusalem as its capital, and compliance with human rights and international law by:
Ending Israel’s occupation and colonization of all Arab lands and tear down the wall;
Ensure the fundamental rights of the Arab-Palestinian citizens of Israel to full equality and
Implement, protect and promote the rights of Palestinian refugees to return to their homes and properties as stipulated in UN resolution 194.
Be a space for discussion, exchange of ideas, strategies and plans to develop the structure of solidarity.
Exactly after 65 years Brazil has chaired the section of the UN General Assembly that defined the partition of Palestine, Brazil will host a different type of global forum: an historic opportunity for the people of the world rise up where their governments have failed . The peoples of the world will gather to discuss new visions and effective actions to contribute to justice and peace in the region. Participation in this forum is structurally reinforce solidarity with Palestine; promote actions to implement the legitimate rights of the Palestinians and Israel and their allies make imputable under international law. We urge all organizations, movements, networks and unions around the world to join the WSF Free Palestine, 289 from November to 1st December, in Porto Alegre, Brazil. Together we can bring solidarity to Palestine to a new level. Organizing Committee of the World Social Forum Free Palestine.

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Grupo de Estudo e Apoio à Causa Palestina no Facebook:


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Sobre

Grupo de jovens brasileiros com o objetivo de difundir a Luta pela defesa do estado da Palestina.

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Em rede social , estudantes debatem possibilidade de ocupação do Ministério da Educação


A Ocupação seria uma forma de chamar a atenção da opinião pública para o modo como governo vem ignorando a greve

Inspirados em Occupy Wall Street , movimento norte americano que deu inicio em 2009 , durante a crise financeira global e com o objetivo de críticar o capitalismo , estudantes que estão parados há (…)

Foto: Em rede social , estudantes debatem possibilidade de ocupação do Ministério da EducaçãoInspirados em Occupy Wall Street , movimento norte americano que deu inicio em 2009 , durante a crise financeira global e com o objetivo de críticar o capitalismo , estudantes que estão parados há 45 dias devido a greve das universidades e institutos federais , discutem agora , pelas redes sociais , a possibilidade de uma ocupação do Ministério da Educação. Segundo defensores da ideia , o objetivo é chamar atenção do governo, da mídia e da opinião pública para o modo como o governo vem tratando a greve dos professores , servidores e estudantes públicos, com agravante para o anuncio de que o Governo Federal só estará aberto a debate novamente em 31/07.

45 dias devido a greve das universidades e institutos federais , discutem agora , pelas redes sociais , a possibilidade de uma ocupação do Ministério da Educação.

Segundo defensores da ideia , o objetivo é chamar atenção do governo, da mídia e da opinião pública para o modo como o governo vem tratando a greve dos professores , servidores e estudantes públicos, com agravante para o anuncio de que o Governo Federal só estará aberto a debate novamente em 31/07.

O Comando de Greve dos Estudantes (CGE), que não é reconhecido pelo governo para negociar com o Ministério da Educação, ainda não se declarou a respeito para dizer se vai apoiar ou não, o projeto.

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